segunda-feira, 16 de abril de 2012

FRANÇA 2010 - 4 (CARCASSONNE)

     É linda de facto, Carcassonne! Uma cidadela medieval rodeada por impressionantes muralhas, torreões, fossos, fortalezas. Entrando pela "Porte de la Cité", desembocamos num meandro de ruas labirínticas, plenamente ocupadas por hordas de turistas, que se atropelam à entrada de lojas de artesanato e souvenirs, bares e restaurantes. Apesar de detestarmos confusões e multidões, gostámos muito desta grandiosa cidade

Carcassonne
repleta de história. Existem inúmeros parques de estacionamento nas cercanias da cidade, com centenas de lugares disponíveis, sendo um, enorme, para autocaravanas.

        Vista Carcassonne, apontámos para o objectivo seguinte: o viaduto de Millau. Há muito tempo que estava nos nossos planos a exploração deste viaduto. Para a maioria das pessoas é talvez apenas mais uma ponte, de uma também vulgar auto-estrada. Mas não é. Não se distingue apenas por ser uma das mais altas pontes do mundo, com pilares mais altos que a torre Eiffel, mas por se tratar de uma verdadeira obra de

Viaduto de Millau

arte, de uma autêntica maravilha da engenharia e da arquitectura modernas, que vale a pena apreciar de todos os ângulos. E foi o que fizemos! Acedemos pela entrada 46 da auto-estrada A75 e saímos na 45. Este pequeno trajecto, entre uma saída e a outra imediata, apenas para passar em cima do viaduto, custou-nos 11,90€, numa auto-estrada gratuita na maior parte do seu percurso. Logo após o final do viaduto, existe uma grande área de serviço que tem um caminho íngreme que dá acesso a um miradouro com uma vista


privilegiada para o viaduto, pois ficamos muito próximo e a um nível ligeiramente acima do mesmo. Ali ficámos por longos minutos a observar a grandiosidade daquela maravilha, resultado da técnica e engenho humanos postos ao serviço da modernidade. Descemos depois até à cidade de Millau e seguidamente, no intuito de observar a ponte por baixo, enfiámo-nos por umas estradinhas sinuosas, único acesso a algumas aldeias remotas por que íamos passando, da largura de apenas um carro e sem pontos de cruzamento, sempre à beira de rios. Felizmente o trânsito era escasso e após alguns quilómetros algo desconcertantes e com alguns calafrios, reencontrámos a silhueta do viaduto a aproximar-se e parámos mesmo por baixo, junto a um dos pilares, um colosso de betão, com uma altura a perder de vista.

       Terminada assim a vistoria completa ao viaduto de Millau, era altura de partir para a exploração das "Gorges du Tarn".

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