terça-feira, 9 de setembro de 2014

VALE DE AOSTA 2014 - 11 COLS DO TOUR DE FRANCE

5/8

Dia para explorar "cols". Subir e descer montanhas, picos de créditos firmados no Tour de France. Volta que já tínhamos feito mais vezes, mas que nunca cansa.
O dia estava bom. Partimos por Argelès-Gazost, pela célebre D-918, a mítica estrada que atravessa os Pirenéus do Mediterrâneo ao Atlântico. Começaram imediatamente as deliciosas aldeias enquadradas por paisagens fantásticas.


Parámos em Marsous, para absorver o belo quadro, de casas lindas rodeadas por montanhas e paisagens verdes.









Arrens-Marsous é uma verdadeira jóia, neste aspecto.










Logo a seguir a Arrens-Marsous, a estrada estreita-se e fica refém dos ciclistas que a tomam de assalto.









Sendo estes os nomes sonantes das etapas do Tour de France, há centenas de ciclistas, profissionais e amadores, que aqui vêm diariamente, uns para treinar, outros apenas para subir ao topo e ali recolher um carimbo que certifica a proeza. Acho que só pela paisagem, já valeria a pena.

Ao cimo, no Col de Soulor, as fotografias da praxe, junto dos marcos e postes respectivos.












Nestes pontos altos, as ovelhas, cavalos ou burros, habituados aos viajantes e aos seus mimos, são presença constante.









Todos pedem umas festas, na esperança que venha mais alguma coisa...











A estrada desce agora ligeiramente, a caminho do Col D'Aubisque, outro ponto alto do Tour de France. estrada estreitíssima, rasgada na montanha, que em alguns pontos permite a passagem apenas a um veículo. Apesar disso, os autocaravanistas circulam por aqui em grande número. Nós também já aqui viemos de autocaravana.






De quando em vez, aparece um túnel tosco, escavado na rocha e a correr água em abundância. Uma bênção para os ciclistas que aqui passam em grande esforço!










À chegada, as boas vindas.










Os ciclistas e o nevoeiro, omnipresentes nestes pontos altos.











Segue-se uma descida vertiginosa até uma bonita estância termal, Eaux-Bonnes, que aparenta a mesma decadência oitocentista que as nossas Pedras Salgadas, Vidago e tantas outras. Grandiosos hotéis encerrados, belas moradias de nobre arquitectura em adiantada degradação, duas ou três lojas antiquadas e alguns idosos, tão decadentes e tristes quanto o património a que dão ainda alguma vida.



Chegamos a Laruns. Como é dia de Cols, optamos por virar à esquerda e seguir para a fronteira com Espanha, no Col du Pourtalet.











As ovelhas fazem questão de mostrar aos automobilistas que se sabem comportar na estrada.









Chegados ao Col du Pourtalet, voltámos para trás. Parámos junto do Lac de Fabrèges, onde tem início o teleférico que transporta os aventureiros que vão experimentar a altíssima linha férrea turística, do Petit train d'Artoust, a mais de 2000 m de altitude, que passa por ravinas de cortar a respiração.









Passámos de novo Laruns e em Arudy virámos à direita, pela D-35. Estradinha estreita e com muito pouco trânsito e sem povoações dignas desse nome, mas com muitos rios e cascatas.









Pouco depois, virámos de novo à direita, para a D-126, departamental muito estreita e íngreme que nos levou de novo ao Col du Soulor. Aqui encontrámos um carro de matrícula portuguesa, o primeiro desde que saíramos de Portugal. Com o dia já a declinar, começámos a descida, por Arrens-Marsous, Argelès-Gazost e Lourdes. Dia de ciclistas, de Cols e paisagens fantásticas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

VALE DE AOSTA 2014 - 10 PIC DE TENTES

4/8. Mais uma noite de chuva e trovoada. Em zonas de montanha é preciso contar sempre com esta instabilidade. De manhã ainda chovia, mas depois foi melhorando. Fomos a Lourdes tentar visitar a Grotte mas, apesar de ser ainda cedo a multidão já ocupava todos os espaços. Desistimos.


Entretanto o sol conseguia vencer as nuvens e decidimos ir até Gavarnie, embora desta vez não fizéssemos conta de ir explorar o espectacular Cirque de Gavarnie. A travessia de Luz-St-Sauveur foi muito complicada, pois havia feira a dificultar o já habitualmente engarrafado trânsito de Verão.








Já em Gavarnie, as nuvens ainda sobrevoavam as montanhas, mas o sol já aparecia a espaços. Decidimos explorar o Pic de Tentes, pico a 2322 m, mesmo na fronteira com Espanha, onde acaba a estrada mas continuam trilhos que constituem irresistível atracção para caminheiros que se vêem partir e chegar.





Logo à saída de Gavarnie, uma linda cascata muito fotogénica pedia para ser registada para a posteridade. Iniciámos a subida, surpreendentemente, com pouco trânsito. a estrada começou a ter um acentuado declive, com paisagens formidáveis.

Parávamos a cada instante, para observar, absorver e fotografar.











Toda a zona era coberta por belos pastos, devidamente aproveitados por imensas manadas de bovinos.











Muito perto do fim da estrada, rebanhos de ovelhas deitavam-se no asfalto, tentando aproveitar algum do pouco calor que o sol emprestava ao chão, pois o ar estava bastante frio.







Pic de Tentes















A estrada acabava aqui. Estava frio e algum vento agreste. A partir deste ponto, segue um trilho pedestre que atravessa a fronteira e que, para grandes caminheiros, continua até Panticosa, em Espanha.








Para mais apetrechados e aventureiros, como alpinistas, existem inúmeros abrigos e refúgios de alta montanha.










A meio da descida resolvemos parar e, como habitualmente, ficar um grande bocado a ouvir o silêncio e a deliciarmo-nos com o bucolismo envolvente.










Mais abaixo, uma quinta rodeada por montanhas e bosques completava o quadro pastoril que nos deliciava os sentidos. Apetecia ali ficar quase indefinidamente, mas há sempre que partir. E assim voltámos a Gavarnie, agora sem parar, com pequeno interregno em Gedre, atravessámos Luz-st-Sauveur ainda com confusão, Argelés-Gazost e Aspin-en-Lavedan.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

VALE DE AOSTA 2014 - 9 LOURDES

No dia 3/8, domingo, optámos por começar a semana de estadia a visitar Lourdes. Já ali tínhamos estado algumas vezes, mas sempre sem dedicar muito tempo à cidade e ao santuário. Saímos cedo e deixámos o carro num grande parque junto ao rio, mas ainda um pouco longe do santuário.


As ruas, repletas de lojas que vendem todas os mesmos artigos religiosos de modo que se percorrem ruas inteiras a ver as mesmas miniaturas, as mesmas velas, os mesmos jerricans com água, tinham àquela hora ainda pouca gente. Dirigimo-nos ao terreiro do santuário.






Há sempre em nós uma dualidade de sentimentos nestes locais de culto e de veneração. Nas ruas onde impera o comércio todo igual e se exerce a exploração dos sentimentos e fragilidades das pessoas, sentimos alguma aversão, mas junto dos sítios sagrados e dentro das igrejas que celebram e recordam as aparições, sente-se uma mística e apoderam-se de nós sentimentos difíceis de explicar.



Subimos o escadório exterior. Lá em baixo, atravessando a ponte sobre a Gave de Pau, passava uma procissão de deficientes rumo à Grotte.











Subimos um pouco mais e entramos na cripta











que guarda as relíquias de Stª Bernadette.













Entrámos depois na basílica











e como era domingo, dia de muitas celebrações eucarísticas, esperámos e visitámos uma capela com belos frescos pintados.










Tentámos visitar a grotte, mas nem nos conseguimos aproximar, tal era a multidão compacta que ocupava toda a zona. Optámos então por dar a volta ao recinto









Do outro lado do rio, observámos a massa de gente que enchia por completo o terreiro junto à grotte. Pensámos que era também por ser domingo e decidimos voltar noutro dia.










Rodeámos a cidade e regressámos ao parque onde estava o nosso carro. Voltámos ao aparthotel e ficámos ali de tarde, usufruindo dos equipamentos do complexo, a descansar, como preparação para os passeios programados para o resto da semana.

domingo, 31 de agosto de 2014

VALE DE AOSTA 2014 - 8 ASPIN-EN-LEVEDAN

1/8
E chegara Agosto. A noite havia sido tempestuosa, depois de um dia lindo. Chovera e trovejara e de manhã o tempo estava ainda todo tapado, embora já não chovesse. Depois de carregado o carro e feitas as despedidas, partimos para a nossa última descida até Arpuilles e entrámos no túnel que desemboca directamente na entrada da A-5 em Aosta-Est. Fizemos calmamente todo o percurso já sem chuva, com muito trânsito, especialmente de veículos suíços até nos aproximarmos de Turim, altura em que o trânsito se começou a congestionar, com filas compactas, mas sem paragens. Passámos a A-55 e só depois de entrarmos na A-32 é que a intensidade de tráfego normalizou. Entramos depois em sucessivos túneis, antes e depois de Susa, até sairmos em Oulx Ouest, apanhando a S-24 por Cesana Torinese e entrámos em França por Montgenèvre e Briançon, tal como havíamos feito à ida. Paragem em Savines-le-Lac para almoço, estância balnear muito concorrida nesta época.
Lac de Serre-Ponçon
Este troço da estrada é muito bonito, sempre à beira do Lac de Serre Ponçon. Nova paragem em Chorges e pouco depois apanhámos a A-51, relativamente calma até próximo de Aix-en-Provence. Aqui, como havia algum congestionamento na entrada da cidade, cuja travessia é obrigatória para continuarmos depois pela A-8, resolvemos entrar logo na D-7 que nos aparecia convidativamente mesmo ali à direita. Revelou-se uma excelente opção, que nos evitou a travessia da cidade e poupando-nos a portagem na A-8 e A-7. Chegámos facilmente ao Campanille de Salon-de-Provence, previamente reservado e mesmo ao lado da auto-estrada a apanhar no dia seguinte. Fizemos todo o percurso deste dia sem nenhuma complicação de maior, apesar de ser dia 1 de Agosto, talvez por ser sexta-feira. O Campanille revelou-se caro para a qualidade oferecida (75€). Já denota alguma degradação perceptível em vários pormenores. As toalhas de banho, eu juraria que não tinham sido lavadas de novo e de noite houve um ruído, talvez de compressor, de 10 em 10 segundos. O jantar no seu restaurante muito concorrido, revelou-se a carga de fome habitual por 40€.            491 Km.

  2/8
Entusiasmados com a facilidade do percurso no dia anterior, levantámo-nos cedo e ainda esperámos pela abertura do E-Leclerc (8,45) ali mesmo ao lado. Tomámos a A-54, passámos Arles e logo a seguir a Nîmes, começaram os problemas. O ecrán do GPS começou a mostrar filas paradas, primeiro na A-9 e depois em todas as estradas nacionais e departamentais em redor, desencorajando qualquer pensamento de sair da A-9 e tentar outra solução. Não tínhamos escapado então aos famosos mega-engarrafamentos de início de Agosto em França! O dia anterior tinha sido relativamente calmo apenas por ser sexta-feira, via agora. Andávamos 1 ou 2 quilómetros, em velocidade reduzida e logo outro engarrafamento, com o perigo inerente dos distraídos atrás de nós. Depois de Lunel a situação complicou-se e toda a área de Montpellier tornou-se infernal. As notícias davam conta de engarrafamentos colossais em todo o sul de França, especialmente na A-9 onde nos encontrávamos, pois então! Veio ao de cima a obsolescência do sistema de pagamento de portagens francês. Eu, que tanto elogiara as áreas de serviço fantásticas das suas auto-estradas, mordia os lábios de raiva a ver as horas a passar e ali bloqueado sem poder fazer nada. É inacreditável que se tenha que parar várias vezes para tirar ticket e pagar ticket sem sair da auto-estrada. Depois da saída 32, logo depois de Montpellier, estivemos 1h30 só para pagar!! Milhares de veículos de todas as categorias e nacionalidades, num caos indescritível. Valia tudo! Gente a urinar no meio da via, outros a vomitar por cima dos rails, mães a alimentar bébés a chorar, fora dos carros que entretanto aqueciam ao sol implacável, mulheres de burka por entre os carros parados, numa praça de portagem com dezenas de cabinas, algumas encerradas inexplicavelmente, sem absolutamente ninguém da empresa exploradora a ajudar no que quer que fosse! Sim, estávamos em França, não na Bulgária ou Roménia! Ao cabo de hora e meia de nervos à flor da pele, impropérios, fome, calor e raiva impotente, começámos a aproximar-nos das barreiras, no meio de um caos onde cada um tentava empurrar o outro sem lhe tocar. Passámos as barreiras e nem um quilómetro andámos e novos engarrafamentos. O GPS era um mar de sinais de filas. Os pacotes de bolachas e garrafas de água iam desaparecendo. Antes de Béziers, a A-75 despejava mais uns milhares de carros na super-congestionada A-9. Na saída 35 era um salve-se quem puder, eles a tentar entrar numa via que já não suportava os que lá estavam. E o depósito pedia abastecimento! E agora? depois de uns quilómetros em pára-arranca, apareceu uma área de serviço, mas nem se conseguia entrar, com carros encostados aos rails muito antes da entrada. Na seguinte, entrei mesmo assim, pois urgia abastecer. A fila para abastecimento era enorme, dentro de toda a área, só faltava estacionar carros em cima dos rails de protecção, milhares de pessoas circulavam por todo o lado numa confusão indescritível. Havia rapazes com coletes a vigiar o abastecimento para que ninguém fugisse sem pagar. Chegou a minha vez e uma mensagem anunciava o pré-pagamento! Entrei para a interminável fila do atendimento lá dentro, enquanto cá fora a fila atrás do nosso carro, crescia até fora da área de serviço. Quando finalmente a desnorteada empregada me atendeu, disse-me que podia abastecer, que não era preciso pagar primeiro!! Rosnando raios e coriscos em bom português, voltei ao carro. Atrás, os outros olhavam-nos, entre resignados e furiosos. Chamei um dos rapazes que me disse que era preciso pagar primeiro! Mandei-o àquele sítio internacionalmente conhecido, emiti dois palavrões muito lusos e arranquei pelo meio dos intervalos de carros em cima de relvados e de pessoas que surgiam de todo o lado. Para reentrar na autoestrada bloqueada foi outra aventura. Antes de Narbonne, conseguimos entrar noutra área de serviço. Agora, além do depósito quase vazio acrescia a preocupação de não conseguirmos chegar ao nosso destino antes das 18 horas, posto como limite para a entrada nos apartamentos. Havia que entrar em contacto. Placas indicavam Wifi gratuito e livre. Óptimo! Liguei o PC, mas era precisa uma password! Com que então "free wifi"!! Depois de uma fila interminável, o empregado confirmou que não era precisa password. Mais uns palavrões lusitanos e recorremos ao telefone. Finalmente conseguimos avisar que não iríamos chegar a tempo e deram-nos a solução, descansando-nos nesse ponto. Consegui abastecer o carro e, milagre(!) arranjámos um lugar para estacionar!! Com o depósito cheio, o problema da chegada resolvido, fomos tratar do estômago, nesta altura já colado às costas. Reconfortados e reabastecidos de paciência, voltámos ao inferno. À saída de Narbonne, a A-61, tentava despejar mais uns milhares de veículos na coitada A-9! Felizmente para nós, era por esta A-61, mas no sentido contrário que íamos a partir de agora. Uff!! Do outro lado, havia mais de 20 Km de carros parados em fila, para entrar na A-9! Quando é que aquela gente ia chegar aos seus destinos, em Perpignan, Costa do Sol espanhola, Barcelona e outros? No nosso sentido o trânsito agora era normal. Que alívio, depois de toda a tensão sofrida! Passámos Carcassonne e saímos na saída para a A-66, em St-Rome, depois Nailloux, Auterive, entrámos na A-64 até à saída 15, por Bagnères-de-Bigorre, Lourdes e finalmente, depois das 20 h, estafados, Aspin-en-Levedan, 3 Km a sul de Lourdes, num complexo de aparthotel muito agradável. A porta do nosso apartamento estava aberta, como prometido e tudo a postos para o descanso. Um dia de loucos! Bem vindo, Agosto...   513Km     

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

VALE DE AOSTA 2014 - 7 CHAMONIX-MONT-BLANC

31/7
Depois de alguma instabilidade nos dias anteriores, a previsão era de céu limpo e temperaturas agradáveis para toda a região. Assim, no último dia da nossa estadia em Itália, partimos com 3 objectivos: a passagem no Col du Grand S. Bérnard, visita à cidade suíça de Martigny e o ponto mais elevado dos Alpes, o Monte Branco. Tomámos a S-27 e logo à saída deparámos com uma grande concentração de burros de 4 patas.

Fizemos a primeira paragem na aldeia de Etroubles, antes do desvio para Col du Grand S. Bernard, para quem opta por não entrar no túnel, como nós. Não gosto de túneis e, por norma, quando vou em passeio e com tempo, prefiro as estradinhas que trepam pelas montanhas, com belas paisagens e sem portagens.





Estrada do Col du Grand S. Bernard


Havia muitas motos na estrada, como aliás em todos os dias já decorridos.










Pouco depois, chegávamos a um pequeno lago e à fronteira suíça.










Não se encontrava ninguém no posto fronteiriço e a entrada fazia-se à vontade, como em toda a UE. Veremos a partir de Novembro de 2015, com a denúncia do Acordo de Schengen por parte da Suíça, como será.








Há aqui um hospício fundado pelos monges, onde estes treinavam os famosos cães de montanha. Logo que começamos a descer no lado suíço, vemos painéis alusivos à passagem das tropas de Napoleão em 1800.









É inevitável que no meio daquela paisagem inóspita, embora de extrema beleza, o silêncio nos transporte até há 2 séculos atrás e a nossa imaginação comece a traçar cenários e dramas outrora ali vividos.






Como seria passar ali, sem estradas, um exército a pé e a cavalo, em Maio, com neve, arrastando fardos com provisões, peças de artilharia, animais, diverso armamento? Gente que tantas vezes só comia aquilo que conseguia saquear às populações que por infelicidade sua, lhes ficavam no caminho?







Suíça, logo após o Col du Grand S. Bernard



Continuámos a descida, passando por cenários de grande beleza, com lindas aldeias de casas com telhados alpinos, encostas de verde intenso e depois a estrada entrou em túneis abertos para o lado do vale, que a protege de avalanches e da queda de nevões, no Inverno.






Entrámos em Martigny, acolhedora cidade suíça que tem a curiosa particularidade de as suas rotundas terem uma obra de arte diferente em cada uma.











Como sempre acontece por onde passamos, também ali decorria uma feira, onde se ouvia de quando em quando falar português!









As ruas e largos principais, estavam cheios de esplanadas, de restaurantes e cafés cheios de gente, que gozavam o magnífico dia de sol. Saímos e parámos numa subida para apreciar a cidade em baixo, rodeada por vinhedos.







Começámos a subida para o Col de la Forclaz. Viam-se imensas barraquinhas à beira da estrada a vender "apricots". Pelos vistos ali não há a ASAE, nem o fisco a perseguir os vendedores...









Entrámos em França em Le Châtelard e a partir de Argentière a silhueta do Mont Blanc dominava a paisagem.











Ao lado da estrada, a espectacular linha do Expresso do Mont Blanc, acompanhava-nos, desde Martigny a Chamonix.








Chamonix-Mont-Blanc
 Entrámos em Chamonix, cidade dominada pela tutelar omnipresença do Monte Branco, que envergonhadamente se esconde a tempos, atrás do seu chapéu de nuvens brancas.


A cidade vive da montanha e dos desportos a ela associados.










No Inverno, o esqui e restantes desportos de neve, são reis da cidade e arredores, enchendo a abundante oferta hoteleira e estâncias de alta montanha.










No Verão, é o "rafting", a canoagem, o parapente, a escalada e a caminhada que a preenchem. Toda a cidade regurgita de juventude.
 Para evitar o túnel do Monte Branco, que após 12 Km debaixo da Aiguille du Midi, nos colocaria em Courmayeur, na Itália, tivemos que fazer todo o caminho da vinda. Nenhum sacrifício, afinal, mas havia que partir. E lá fomos, por Martigny, agora sem parar.





Passámos de novo o Col du Grand S. Bernard












A fronteira Suíça/Itália












as aldeia italianas do Valle del Gran San Bernard











e pouco depois, estávamos em Plan D'Avie.











Antes da nossa última noite de estadia italiana, tivemos ainda a grata surpresa de um lanche oferecido pelos nossos anfitriões, na cave da casa, onde envelhecem os vinhos. Com a companhia dos vizinhos de outro apartamento, a que se juntou por acaso a veterinária que cuida dos animais da quinta, foi um convívio que fechou de forma esplêndida a inesquecível estada neste agriturismo do Vale de Aosta.










A cave dos queijos também não ficou esquecida...











Último registo, agora nocturno, da bela cidade de Aosta, aos pés de Plan D'Avie.